Bebé e Mamã

CÓLICAS NO BEBÉ

As cólicas são dores abdominais intensas que podem ser causadas por deglutição excessiva de ar, imaturidade gastrointestinal e tensão emocional. Manifestam-se por períodos súbitos de choro agudo e persistente, muitas vezes sem causa identificável em crianças saudáveis.
Os bebés com cólicas têm crises quase diárias de choro, fletindo repetidamente os joelhos sobre a barriga. Estas crises costumam, em geral, ser mais intensas quando a criança está a mamar, havendo tendência para largar o mamilo.

 

O que fazer quando o bebé tem muitas cólicas:
– A mamada ou refeição deve ser dada num ambiente calmo, sem pressa e sem grande movimento de pessoas à volta;
– A deglutição de ar deve ser evitada, por isso, as mamadas não devem exceder os vinte minutos. A tetina do biberão (se for o caso) deverá ter o orifício adequado e deverá estar na posição que minimizar a entrada de ar;
– Pôr uma música suave e o bebé ao colo com a barriga para baixo e massajá-la, (antes de iniciar a massagem, aplique um óleo de bebé nas suas mãos); funciona muito bem e dá conforto ao bebé;
– Para além de todas estas medidas não farmacológicas, poderá também dar um anti flatulento, pelo que deverá ter o cuidado de respeitar as doses e a duração do tratamento;
As cólicas no bebé podem ser assustadoras para os pais, mas são perfeitamente naturais e, sobretudo, temporárias, fazendo parte do desenvolvimento do bebé.

O SOL E A PELE DOS BEBÉS

Tradicionalmente, associa-se a protecção à praia, no entanto é fundamental reforçar a ideia de que as medidas devem ser adoptadas sempre que existe exposição ao sol. Os cuidados devem ser assumidos logo desde o nascimento, uma vez que a pele dos bebés é muito mais sensível do que a dos adultos e, portanto, mais sujeita aos riscos das agressões externas.

 

De entre as medidas de protecção mais importantes, importa salientar as seguintes:

  • Os bebés com menos de seis meses de idade não devem ter exposição solar directa. Isto implica não ir à praia, porque mesmo estando à sombra estão sujeitos à radiação que reflecte na areia clara e na água.
  • Não se pode apanhar sol entre as 11h00 e as 17h00. Durante esse período, a intensidade de radiação ultravioleta é muito maior, e os efeitos nocivos na pele são mais prováveis.
  • O corpo da criança deve estar parcialmente coberto, para minimizar a área de exposição. Sempre que possível, deve usar uma t-shirt e calções. Prefira roupa escura, pois impede mais a passagem da radiação ultravioleta.
  • O protector solar ideal é o 50+. Até aos dois anos prefira cremes à base de filtros minerais ou organo-minerais não absorvidos pela pele, de forma a ser mais inócuo.
  • Todas as crianças devem usar chapéu de abas, para proteger o pescoço e a nuca. Se possível, também óculos de sol com protecção adequada contra a radiação ultravioleta.

 

Artigo retirado da Revista Saúda – Agosto 2020