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Cuidados de Pele no Inverno

A pele é o nosso maior orgão, sendo, também a primeira barreira do nosso corpo contra os factores externos (radiação solar, alterações de temperatura, aletrações climáticas). A sua estrutura em camadas desempenha funções de proteção e regulação, pelo que a manutenção do seu estado normal é essencial..

Duranto o inverno, a nossa pele fica exposta a um ambiente mais frio e seco, perde água e fica desidratada, com sensação de repuxar e até descamação. Há zonas naturalmente mais secas, como é o caso dos cotovelos, joelhos, mãos e pés e devemos ter uma especial atenção com a hidratação destas zonas. Outros conselhos incluem:

não tomar banhos muito quentes, nem utilizar produtos que façam muita espuma (são mais detergente e retiram o filme hidrolipídico da pele). Preferir sabonetes suaves ou formulações em óleo.
logo após o banho, com a pele ainda húmida, aplicar um hidratante nas áreas mais secas.
beber bastantes líquidos, como água ou chá, ao longo do dia
utilizar protetor solar: apesar de incidência de raios UVB ser menor nesta altura do ano, a radiação UVA, principal causadora do envelhecimento cutâneo, continua forte. Portanto, apesar de não se “queimar”, o sol danifica a pele e por isso devemos protegê-la com filtros solares.
aplicar creme de mãos e stick labial várias vezes ao dia, sobretudo se houver tendência para frieiras ou cieiro.
Aconselhe-se com o seu farmacêutico sobre o kit de inverno mais indicado para si.

Constipação vs Gripe

A constipação é uma infeção de origem viral, provocada por Rinovirus.

Durante a fase de invasão viral, há um aumento da secreção glandular, levando ao aparecimento da rinorreia, um aumento da permeabilidade capilar, causando congestão nasal e, ainda, uma maior estimulação das vias respiratórias, o que faz com que a mucosa nasal fique irritada. Outros dos sintomas característicos de uma constipação são: tremores, dor de garganta, afonia, diminuição do olfato e paladar, dores de cabeça e musculares, febre e espirros.

É uma infeção contagiosa, uma vez que se transmite através das secreções contaminadas (espirros e tosse) e pelas mãos, sendo esta a principal via de transmissão. Como forma de prevenir a transmissão do Rinovirus é possível tomar algumas medidas, tais como: uso de lenços de papel de utilização única, correta lavagem das mãos, não partilha de objetos pessoais e passa também por evitar o contacto físico com pessoas doentes.

O seu farmacêutico poderá recomendar, além de repouso, ingestão de líquidos, banhos de água tépida, a utilização de antipiréticos, analgésicos ou anti-inflamatórios (no caso de ter dores, ou febre), antitússicos ou expetorantes (se tiver a presença de tosse), anti-histamínicos (para controlar rinorreia, espirros e olhos irritados) e descongestionantes nasais (para tratamento da congestão nasal).

A gripe também é uma infeção de origem viral, contudo, provocada pelo vírus Influenza. Os sintomas são em tudo semelhantes aos da constipação, porém mais intensos. A principal diferença na prevenção da constipação e da gripe, é que na gripe pode recorrer à vacinação. Todos os indivíduos com idade igual, ou superior a 65 anos devem ser vacinados, assim como grávidas, diabéticos, e adultos e crianças com mais de 6 meses, portadores de doenças crónicas pulmonares, cardíacas, renais ou hepáticas. Para os grupos de risco acima mencionados a vacina contra a gripe é completamente gratuita.

O papel do farmacêutico passa, essencialmente, pelo aconselhamento de antigripais, para tratamento dos sintomas, sem nunca esquecer a importância de repousar, tomar banhos de água tépida e ainda a ingestão de líquidos, tal como na constipação.

Pele Atópica

A Dermatite Atópica é uma doença inflamatória crónica e não contagiosa que se manifesta no maior órgão do corpo humano: a pele. A sua incidência tem vindo a aumentar nos últimos anos e estima-se que atualmente afete cerca de 10% a 20% da população pediátrica. Geralmente, tem um início precoce, aparecendo nos primeiros anos de vida. Na maioria dos casos, a doença tende a melhorar e até desaparecer com a idade, embora possa permanecer por toda a vida.

Até aos dois anos de idade, a dermatite atópica pode atingir toda a superfície corporal, sendo mais comum o seu aparecimento na face, parte posterior dos braços e parte anterior das pernas. Depois dos dois anos de idade, verifica-se uma mudança da localização das lesões, sendo mais comum o seu surgimento nas pregas (cotovelos, joelhos, tornozelos, pescoço). Na idade adulta as lesões localizam-se essencialmente nas mãos e pés, nas pregas e na região cervical.

Não existe uma etiologia para a dermatite atópica, mas sabe-se que possui um elevado fator genérico e que de um modo geral afeta pessoas com histórico pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatite atópica.
Caracteriza-se por secura e prurido cutâneo, porém os sintomas variam de pessoa para pessoa, de época para época, mesmo de dia para dia. Esta doença é conhecida por apresentar duas fases distintas: uma fase inativa à qual podemos chamar de “intervalos” e uma fase ativa à qual damos o nome de “crises agudas”. Na fase inativa, a pele fica apenas seca e irritada, e os sintomas podem ser controlados com cremes hidratantes específicos para pele atópica. Porém na fase ativa a pele fica inflamada e pode apresentar lesões como erupções avermelhadas, formando pápulas ou vesículas, com exsudação sendo necessário utilizar produtos cosméticos mais específicos para o tratamento das crises ou tratamentos farmacológicos como corticosteroides ou antihistamínicos.

Procure sempre o conselho do seu farmacêutico.

CÓLICAS NO BEBÉ

As cólicas são dores abdominais intensas que podem ser causadas por deglutição excessiva de ar, imaturidade gastrointestinal e tensão emocional. Manifestam-se por períodos súbitos de choro agudo e persistente, muitas vezes sem causa identificável em crianças saudáveis.
Os bebés com cólicas têm crises quase diárias de choro, fletindo repetidamente os joelhos sobre a barriga. Estas crises costumam, em geral, ser mais intensas quando a criança está a mamar, havendo tendência para largar o mamilo.
O que fazer quando o bebé tem muitas cólicas:
– A mamada ou refeição deve ser dada num ambiente calmo, sem pressa e sem grande movimento de pessoas à volta;
– A deglutição de ar deve ser evitada, por isso, as mamadas não devem exceder os vinte minutos. A tetina do biberão (se for o caso) deverá ter o orifício adequado e deverá estar na posição que minimizar a entrada de ar;
– Pôr uma música suave e o bebé ao colo com a barriga para baixo e massajá-la, (antes de iniciar a massagem, aplique um óleo de bebé nas suas mãos); funciona muito bem e dá conforto ao bebé;
– Para além de todas estas medidas não farmacológicas, poderá também dar um anti flatulento, pelo que deverá ter o cuidado de respeitar as doses e a duração do tratamento;
As cólicas no bebé podem ser assustadoras para os pais, mas são perfeitamente naturais e, sobretudo, temporárias, fazendo parte do desenvolvimento do bebé.